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 ॐ

J O R N A D A  D E  A N A N D A

Existência, Consciência, Bem Aventurança









 
Om Namah Shivaya 54Artist Name
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M E D I T A Ç Ã O

Através da meditação, a consciência expandida permite o acesso a um campo mais sutil e abrangente da existência, que é atemporal e não linear, e por isso, não condicionado, o que promove a sensação de liberação e leveza.





 

1  |  P E R C E P Ç Ã O  D A  R E A L I D A D E

1.1 Percepção do Eu-localizado (Ego)

1.2 Percepção do Eu-consciencial (Eu-não-localizado)

1.3 Sistema de Crenças

1.4 Perspectiva Ampliada

2  |  C O N T R O L E  P S Í Q U I C O

2.1 Entropia Psíquica

2.2 Controle Psíquico

2.3 Instância Física

2.4 Instância Mental

2.5 Instância Espiritual

3  |  M E D I T A Ç Ã O

3.1 O que é meditação

3.2 Por que meditamos?

3.3 Processos fisiológicos

3.4 Formas de meditação

3.5 Para que meditamos?

 

 

4  |  F E R R A M E N T A S

4.1 Limpeza da Mente

4.2 Controle do Fluxo Mental

4.3 Concentração

4.4 Estado de Fluxo: Deixar Ser

5  |  E N C E R R A M E N T O

Meditação com Mantra

 

 

Lenda de Brahma e da Divindade Oculta

“Houve um tempo em que todos os homens eram deuses. Mas eles abusaram tanto de sua divindade que Brahma, o Mestre dos Deuses, tomou a decisão de lhes retirar o poder divino: resolveu escondê-lo em um lugar onde seria absolutamente impossível reencontrá-lo. Mas o grande problema era encontrar um esconderijo. Brahma convocou o conselho dos deuses menores para resolver o problema.

- “Enterremos a divindade do homem na terra” foi a primeira ideia dos deuses. 

- “Não, isso não basta, pois o homem vai cavar e encontrá-la”, respondeu Brahma.

Então os deuses retrucaram: - “Joguemos a divindade no fundo do oceano”. Mas Brahma não aceitou, pois achou que o homem um dia iria explorar as profundezas dos mares e a recuperaria. 

Então os deuses menores concluíram: - "Não sabemos onde escondê-la, pois não existe na terra ou no mar lugar que o homem não possa alcançar um dia".

Então Brahma, sem mais saber o que fazer, recorreu à sabedoria do Grande Deus Mahadeva, o Senhor Shiva. 

"Eis o que vamos fazer com a divindade do homem", disse Mahadeva: "Vamos escondê-la nas profundezas dele mesmo, pois é o único lugar onde ele jamais pensará em procurá-la. O único caminho que o tornará capaz de reencontrar este poder será através de Jñana (conhecimento). Mas não será tão fácil, ele terá que driblar os poderes de Maya (ilusão) e de Anava (egoísmo), e para isso, terá que reaprender a controlar a mente e os sentidos, observando a Lei Divina do Karma (causa e efeito)”. 

Então Brahma ordenou que fossem criados os primeiros ashram (comunidades formadas para promover o desenvolvimento espiritual de seus membros) e as primeiras escolas de yoga e meditação. E mesmo assim, conclui a lenda, o homem continua dando voltas na Terra, voando, explorando, escalando, mergulhando e cavando, em busca de algo que se encontra dentro dele mesmo.

 

 

1  |  P E R C E P Ç Ã O  D A  R E A L I D A D E

Tão importante quanto a meditação, é quem está meditando.

Os propósitos do eu-localizado (ego) são diferentes dos propósitos do eu-consciencial (não-localizado). Assim como os efeitos da meditação, que serão diferentes de acordo com o nível de consciência que cada um se encontra.

1.1  |  E U - L O C A L I Z A D O  ( E G O ) 

Percepção do Eu-localizado (Ego): Realidade distorcida, de limitação.

 

1. Identificações Limitantes

2. Exclusão & Censura por Projeção

3. Julgamento & Antecipação

4. Ilusão da Separação

percepção

1. Identificações Limitantes



Eu sou/me percebo/eles são/percebo-os

Nome; etnia; genética; fisionomia; idade; escolaridade; profissão; cargo; poder aquisitivo; mente (intelectualidade); personalidade; comportamento; etc.


 

 

 

Quando eu estou identificado apenas com o físico, o mental e o comportamental,

eu não percebo a estrutura física, a mente e o comportamento como expressões da consciência. Eu não me reconheço como um ser consciencial, com o infinito potencial para ser, assim como eu não reconheço o outro como um ser consciencial, com o infinito potencial para ser.

3. Julgamento e Antecipação



Eu antecipo, de acordo com o que eu acredito,

que é proveniente de tudo o que eu absorvi do mundo (educadores) e das minhas experiências passadas.


 

 

 

Quando eu vejo só aquilo que eu desejo ver,


1. Eu limito meu poder de realização.
2. Eu não dou a oportunidade do outro comportar-se de uma forma diferente;
3. Eu não dou a oportunidade do utilitário apresentar uma função diferente;

4. Eu não dou a oportunidade do presente e o futuro serem diferentes do passado.

2. Exclusão & Censura por Projeção



Eu não reconheço/tento excluir em mim,

e a única maneira de perceber tal aspecto é através do outro, a quem eu censuro.
Eu censuro a mim mesmo através do outro,
o que revela o mecanismo da projeção.


 

 

 

Quando eu vejo só a mim mesmo,​

Não me dou a oportunidade de conhecer o outro verdadeiramente, e a oportunidade do outro ser quem ele é verdadeiramente, ou pode vir a ser.
Não me dou a oportunidade de conhecer os utilitários verdadeiramente, e a oportunidade dos utilitários apresentarem sua verdadeira função, ou o que ela pode vir a ser.

4. Ilusão da Separação



O Todo está fora de nós,

e por isso não há nada que nos conecte uns aos outros, o que acarreta no sentimento de autossuficiência, contrário ao de união.


 

 

 

Quando eu não reconheço a mim mesmo, a tudo e a

a todos como a única expressão do Todo,

meus anseios e atitudes estão inclinados aos apegos egoicos, dificultando uma consciência ecológica capaz de elucidar soluções benéficas ao coletivo e não só a mim mesmo.

 

 

 

O Ego não é "ruim", apenas limitado. Por isso é necessário compreender o que somos além do Ego, para que possamos transcendê-lo.

 

 

1.2  |  E U - C O N S C I E N C I A L

( N Ã O - L O C A L I Z A D O )

 

Percepção do eu-consciencial: Realidade expansiva.

A consciência é atemporal, multidimensional, amorfa, akáshica (registros de vidas passadas e futuras).


1. Consciência de si mesmo, consciência da consciência (autoconsciência)

2. Eu-experienciador e eu-testemunho
3. Reconhecimento de si mesmo como uma expressão do Todo (não-separação)

4. Compreensão da realidade última como unidade, que é uma única expressão do Todo (não-separação)

 

1. Autoconsciência



Sou uma consciência habitando um corpo físico que possui uma mente, que é condicionada através da repetição.

 

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Apreciar a flor pode ser apenas um ato físico visual e um condicionamento da mente, ou um movimento consciente da consciência através da mente e do ato físico visual.

3. Reconhecimento do Todo em Si



Eu sou uma expressão do Todo, e por isso o Todo é através de mim.

 

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Quem tem a experiência de apreciar a flor é o Todo, através do eu-localizado e do eu-consciencial (não-localizado).

2. Eu-experienciador e eu-testemunho



Eu vivencio a experiência ao mesmo tempo em que eu testemunho a vivência da minha experiência.

 

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Quem está apreciando a flor é o eu-localizado e, também, o eu-consciencial (não-localizado), que é a testemunha da própria experiência.

4. Unidade



Eu, tudo e todos somos uma única expressão do Todo.

 

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O Todo, através do eu-localizado e do eu-consciencial (não-localizado), aprecia a flor. E o Todo, através da flor, é apreciado pelo eu-localizado e pelo eu consciencial (não-localizado), que também é o Todo.

 

 

C I T A Ç Ã O

 

"Num dos Upanixades, encontramos uma excelente metáfora para o duplo eu de nossa natureza: dois pássaros, sempre juntos e conhecidos pelo mesmo nome, estão lado a lado, na mesma árvore. Um deles come os frutos doces e amargos, o outro observa, sem comer (Nikhilananda, 1964). O que come os frutos doces e amargos do mundo é o ego pessoal; ele experimenta a si mesmo como algo separado do mundo e se sustenta nessa separação. O que testemunha é o atman universal, a unidade dentro de nós - o eu quântico, em nossa terminologia. Nós nos identificamos, primeiro, com o eu quântico, com o "pólo" sujeito da percepção primária. Depois nos identificamos com o ego, com o eu da escolha limitada, com o eu de nossa história pessoal. Nós adquirimos não apenas a separação aparente que possibilita a experiência, mas também a identidade limitada de uma personalidade individual." (p. 64, Amit Goswami - A Janela Visionária)

 

 

1.3  |  C R E N Ç A S

Decisões são tomadas a partir da visão de mundo, daquilo que se acredita ser a realidade.

Posso tomar decisões a partir de uma visão de mundo limitada (Ego, eu-localizado), ou posso tomar decisões a partir de uma perspectiva ampliada (Consciência, eu-consciencial ou eu-não-localizado).


1.4  |  P E R S P E C T I V A  A M P L I A D A

 

Tudo é neutro e está em potencial de ser.
A neutralidade é o livre arbítrio de perceber algo de acordo com o que se deseja ver.
Em outras palavras, é a percepção sobre algo e a consciência do que esse algo pode vir a ser que determina a realidade.


E X.:  E S C A S S E Z  D E  A L G O


1. Pode ser a escassez de algo
2. Oportunidade de manifestar sua abundância
Entretanto, se estou limitado por alguma identificação do Ego, a mudança de percepção também será limitada
.

 

 

2  |  C O N T R O L E  P S Í Q U I C O

2.1  |  E N T R O P I A  P S Í Q U I C A

A entropia psíquica é a tendência para envolver-se/identificar-se/tornar-se o pensamento/sentimento de forma automática/reativa/inconsciente.
O ser humano processa, em média, 70 mil pensamentos por dia, e toma, em média, 35 mil decisões por dia.

Para todo pensamento e sentimento existem consequências no corpo físico e no estado mental, que refletem nas decisões/comportamentos posteriores.

Além disso, pensamentos e sentimentos criam a realidade. Sob outra perspectiva, a realidade justifica os pensamentos e sentimentos, pois toda intenção, seja positiva ou negativa, é:

 

1. é entendida como desejo pelo Universo;

2. retorna ao local de origem pelo eletromagnetismo;

3. é a realidade observada pelo observador.

Independente da abordagem filosófica ou ramo da ciência com que se tem afinidade, a realidade é um reflexo dos pensamentos e sentimentos, por isso o controle psíquico é indispensável para a criação consciente da mesma.

 

2.2  |  C O N T R O L E  P S Í Q U I C O

 

C I T A Ç Ã O

 

"O caminho da meditação, raja yoga, baseia-se no Yoga Sutra, de Patañjali, que ensina o controle psíquico (Taimni 1961). Yogah chittavritti-nirodhah, escreveu Patañjali: "A ioga é o controle das tendências exteriorizantes (o apego a objetos, por exemplo) da mente." Controle, aqui, não implica necessariamente controle ativo, e decerto não significa remoção forçada dos pensamentos e de outros objetos de percepção interior. Não prestar atenção nos pensamentos, conforme eles vão surgindo - controle passivo - faz maravilhas. De acordo com Patañjali, o pleno controle psíquico requer oito passos de autodisciplina, incluindo as posturas e práticas respiratórias da hatha yoga, o afastamento dos órgãos sensoriais em relação ao mundo exterior, a meditação e o samadhi." (Goswami 2019)

2. 3  |  F Í S I C O

Controle Psíquico e Instância Física

 

O corpo é a nossa morada, e por isso devemos estar confortáveis dentro dele. Em outras palavras, o nosso corpo não pode estar nos incomodando, pois ele é o veículo através do qual obtemos experiências.

2.4  |  M E N T A L
Controle Psíquico e Instância Mental

 

A mente não pode estar presa aos condicionamentos, pois estes refletem em padrões repetitivos limitantes. A mente deve estar sempre serena, livre e receptiva, pois em uma mente "cheia" não há espaço para novas percepções e insights. 

2.5  |  E S P I R I T U A L
Controle Psíquico e Instância Espiritual

 

É preciso reconhecer-se como uma consciência habitando um corpo físico que possui uma mente. Uma consciência que é ilimitada, que é uma expressão do Todo, e por isso, dotada de Suas Qualidades em menor grau.
Se a realidade última é uma única expressão do Todo, não podem existir apegos e nem aversões, pois não estamos separados. Da mesma forma que não pode existir apego ou desejo em relação a algo pois este algo já é parte de você, também não pode existir aversão a algo que também é você, pois isso seria uma aversão a si mesmo, ou ao Todo.

Corpo, mente e espírito devem estar sempre em harmonia, para que haja coerência na comunicação entre todas estas instâncias.

 

 

3  |  M E D I T A Ç Ã O

3.1  |  O  Q U E  É  M E D I T A Ç Ã O

A meditação é uma ferramenta que permite o acesso a um campo mais sutil e abrangente da existência, que é atemporal e não linear, e por isso, não condicionado, o que promove a sensação de liberação e leveza.

Ela pode ser realizada formalmente, adotando-se uma postura corporal e respiração adequada, num local silencioso e livre de estímulos. Assim como também pode ser adotada enquanto se realiza qualquer outra atividade, que é uma forma de meditação ativa.

Através da prática meditativa é possível atingir o estado de fluxo (Dhyana), e permanecer o tempo todo livre de condicionamentos e reatividade, desperto, consciente da consciência.

3.2  |  P O R  Q U E  M E D I T A M O S  ?

 

Meditamos para desconstruir os condicionamentos do corpo e da mente, afim de amplificar nossa percepção a respeito de nós mesmos, do outro e do mundo. Assim, podemos tomar decisões com mais consciência e permitir a manifestação da criatividade mental, corporal e espiritual.

3. 3  |  P R O C E S S O S  F I S I O L Ó G I C O S

Bioquímica e biofísica envolvidas nos processos fisiológicos do corpo através das práticas meditativas.

 

1. Neurotransmissores e Hormônios
2. Glândula Pineal
3. Ondas Cerebrais
4. Ação Central
5. Ação Periférica

 


1.  |  N E U R O T R A N S M I S S O R E S

E  H O R M Ô N I O S

Neurotransmissores realizam a comunicação através das vias neurais (entre os neurônios). 
Hormônios realizam a comunicação através do sangue (glândulas).

Neurotransmissores e hormônios do bem-estar, que são secretados através das práticas meditativas:

 

 

S E R O T O N I N A

 

Humor, prazer, contentamento, apetite (mecanismo de saciedade), sono, libido, metabolismo

 

 

D O P A M I N A

 

Humor, poder, euforia, emoções, aprendizado, memória, cognição, controle motor, mecanismos de recompensa

 

 

E N D O R F I N A

 

 Analgesia, conforto, euforia, prazer 


 

 

O X I T O C I N A  |  O C I T O C I N A

Prazer, afetividade, empatia, calma, senso de segurança, antídoto para medos e fobias; contrações uterinas no trabalho de parto

 

 

G A B A  |  Á C I D O  G A M A  A M I N O B U T Í R I C O

 

Relaxamento, sono

 

M E L A T O N I N A

 

Sono, regulação do metabolismo

 

 

2.  |  O N D A S  C E R E B R A I S

A prática meditativa induz à predominância de ondas dos tipos Alpha, Theta, Delta e Gamma.


Relação das ondas cerebrais com estados da consciência humana


Beta (14 a 40 Hz)

Vigília, mente aberta, pensamento ativo, raciocínio.


Alpha (7,5 a 14 Hz)

Olhos fechados (repouso sensorial), relaxamento, criatividade.


Theta (4 a 7,5 Hz)

Atividade analítica reduzida, sonhos, estado meditativo, insight, criatividade.

Delta (0,5 a 4 Hz)

Sono profundo sem sonhos.

Gamma (acima de 40 Hz)

Percepção aumentada, alto estado de concentração, rajadas de discernimento,

alta produtividade.

Talpha ou Mu (7 a 11 Hz)

Se induzida por vontade própria, auxilia em quadros emocionais


Epsilon (<0,5 Hz)

Pouco estudada. Presente em monges, gurus

 

3.  |  A Ç Ã O  C E N T R A L

No Sistema Nervoso Central redução da atividade cerebral em processos cognitivos complexos, por aumento da eficiência neural, com diminuição do gasto energético
Com relação aos Hemisférios Cerebrais, ocorrem alterações na estrutura do hemisfério direito (predomínio do abstrato) favorecida pela neuroplasticidade, que compensa a dominância do esquerdo (predomínio do racional), considerado o hemisfério dominante na população ocidental.
A sincronização dos hemisférios cerebrais também está associada a estados de percepção ampliada, insights e alto grau de discernimento.

 

 

4.  |  A Ç Ã O  P E R I F É R I C A

O Sistema Nervoso Periférico ou Autônomo é responsável pelo mecanismo involuntário da musculatura lisa e cardíaca, de glândulas e processos metabólicos e é classificado em Simpático e Parassimpático.
O Sistema Nervoso Simpático está relacionado ao mecanismo de luta ou fuga.
Já o Sistema Nervoso Parassimpático (ou vegetativo) promove a regulação da frequência cardíaca e respiratória, da pressão arterial, motilidade intestinal, relaxamento muscular, circulação sanguínea e outros fluidos, o que beneficia a eliminação de toxinas e aumento na demanda de nutrientes e oxigênio.
Os estados meditativos ocasionam a estimulação do Parassimpático, que compensa a atuação exacerbada e condicionada do Simpático. Por conseguinte, há diminuição dos níveis de adrenalina e cortisol, que são inibidores dos “neurotransmissores do bem-estar”.

 

5.  |  G L Â N D U L A  P I N E A L

Além de sua função hormonal, a glândula pineal também atua na percepção da realidade. Ela capta ondas do espectro eletromagnético e transmite para outras áreas do cérebro. Em seguida, são decodificadas na forma de ideias, clarividência, clariaudiência, psicografia, emoções sem causa aparente. E, também, alterações hormonais, de pressão arterial, taquicardia, do sono, fome, sexo.

 

 

3.4  |  F O R M A S  D E  M E D I T A Ç Ã O

 

1. Meditação Imaginativa ou Criativa

 

2. Meditação por Concentração (Dharana)

 

4. Meditação por Contemplação (Observar sem julgar ou reagir)

 

5. Estado de Fluxo (Dhyana)

Meditação por concentração e por contemplação

 

 

3.5  |  M E D I T A M O S  P A R A

 

1.  I M A G I N A R

 

Imprimir novas ideias e referências,

pois o cérebro não distingue o real do imaginário.

 

2.  C O N C E N T R A R - S E

 

Encontrar repostas e soluções a respeito de determinado assunto através da agudeza do pensamento.

 

 

3.  C O N T E M P L A R

 

1. Apenas perceber, livre de condicionamentos;

2. Observar sem julgar ou reagir imediatamente;

3. Desconstruir significados e, se necessário, ressignificar.

 

4.  C O N C E N T R A R - S E  &  C O N T E M P L A R

 

Permanecer focado, apenas observando pensamentos, sentimentos e acontecimentos sem julgar ou reagir imediatamente, deixando, assim, a mente livre e serena para perceber e interagir de forma consciente, e, também, receber o fluxo criativo, insights e intuições.

C I T A Ç Ã O

 

"A tentativa para darmos à realidade viva do self uma porção de atenção cotidiana constante é como tentar viver simultaneamente em dois planos ou em dois mundos diferentes. Ocupamo-nos com as nossas tarefas exteriores, mas ao mesmo tempo mantemo-nos alertas às insinuações e sinais, tanto dos sonhos quanto dos acontecimentos exteriores que o self utiliza para simbolizar suas intenções - a direção para onde se move o fluxo da vida.

Antigos textos chineses que tratam desse tipo de experiência empregam, muitas vezes, a imagem de um gato observando o buraco de um camundongo. Diz um dos textos que não se deve permitir a intromissão de nenhum pensamento incidental, mas que também nossa atenção não deve estar nem excessivamente aguçada nem excessivamente inerte. Há um nível exato e bem-definido para a percepção. 'Se o treino for praticado desta maneira (...) tornar-se-á eficaz com o tempo, e quando a causa chegar à sua consequência - tal como um melão que quando amadurece cai automaticamente - qualquer coisa que aconteça de modo a tocá-la ou entrar em contato com ela provocará o despertar supremo do indivíduo. É o momento em que o praticante parece alguém que está bebendo água: só ele poderá saber se está fria ou quente. Liberta-se então de todas as dúvidas a seu próprio respeito e experimenta uma grande felicidade, semelhante à que se sente ao encontrar nosso próprio pai no cruzamento de um caminho.

Assim, durante a nossa vida exterior cotidiana, de repente se é envolvido em uma empolgante aventura interior, e pelo fato de ser única para cada indivíduo, não pode ser copiada ou roubada." (p. 283, Carl Gustav Jung - O homem e seus símbolos)

 

 

4  |  F E R R A M E N T A S

 

4.1  |  L I M P E Z A  D A  M E N T E

 

É possível neutralizar os pensamentos através de ferramentas como:

 

1. R.P.D Registro de pensamentos disfuncionais

 

 

 


2. Aceitação e não julgamento

3. Brainstorming

4. Caminhada

 

4.2  |  C O N T R O L E  D O  F L U X O  M E N T A L

 

É possível controlar o fluxo mental através de atitudes como:

 

1. Respiração consciente para despertar 3:3:3

Inspirar, reter e expirar no mesmo tempo


2. Respiração consciente para relaxar 3:3:6

Tempo de exalação mais longo que o de inspiração

3. Postura Corporal e Alinhamento da Coluna

Manter a coluna ereta e a cabeça alinhada com a coluna reflete na liberação adequada de neurotransmissores e hormônios que contribuem para o bem-estar físico, mental e emocional.

4. Expressão Facial e Sorriso

Manter uma expressão facial serena e se possível, sorridente, contribui para o bem-estar físico, mental e emocional.



4.3  |  C O N C E N T R A Ç Ã O

 

É possível alcançar a concentração através de suportes como:
 

1. Contagem da respiração

2. Visualização interna, no espaço entre as sobrancelhas, de:

Yantras (OM e outros); mandalas; ponto luminoso, símbolos neutros

4. Entoação de mantras

5. Vela

6. "Estou meditando. Pensamento, depois eu lhe darei atenção."

 

 

4.4  |  F L U X O  |  D E I X A R  S E R

 

T A T  T V A M  A S I

"Tu és ISSO." (Upanishads)

 

O estado de fluxo (Dhyana) ocorre pela confiança absoluta na benevolência maior, através da qual podemos permanecer na entrega e na autoentrega.

4  |  E N C E R R A M E N T O

 

M E D I T A Ç Ã O  P O R  C O N C E N T R A Ç Ã O

 

Foco: Reconhecimento/Contatação do eu-consciencial, eu-espiritual ou eu do coração

Asana/Postura: Meia Lótus

Suporte: Mantra Om Namah Shivaya

54 repetições (metade de um ciclo completo de 108 repetições)

 

Om Namah Shivaya é uma saudação à Shiva, transmutador de todos os males.

É a intenção pura para o despertar do Divino Ser Interior que existe em cada um de nós, e que Shiva representa.

 

Em outras palavras seria: "Eu confio/honro/inclino-me perante ao meu Divino Ser Interior".

C I T A Ç Ã O

 

"Há um ponto muito importante na doutrina do Yoga apresentada por Patañjali, que raramente é mencionado por seus comentadores. Trata-se da natureza múltipla da mente, que aparece nos Sutras 4 a 6 do quarto capítulo.

Enquanto imaginamos que temos apenas uma mente a produzir toda a nossa vida subjetiva, Patañjali afirma que há muitas mentes (cittas) dentro de nós, surgidas da própria natureza da mente. São como núcleos mentais que nos imitam, fazendo-se passar por nós mesmos, embora na verdade não o sejam. São muito parecidos entre si, e todos são dotados do princípio do Ahamkara, que faz cada um deles acreditar que seja ele mesmo o Eu verdadeiro.

Um deles apenas, um citta entre inúmeros, tem a capacidade de conter o impulso das atividades da mente e, portanto, dar a ela a possibilidade do recolhimento - que leva ao Kaivalyam. Esse núcleo mental, segundo Patañjali, localiza-se no coração (tal como grande número de textos sânscritos declaram também), pois, no Sutra III, 35, ele declara que, se realizarmos a meditação (Samyama) sobre o coração, obtemos a capacidade de reconhecer citta (o verdadeiro).

Aquilo que conhecemos como "mente" e que acreditamos ser a unidade central de processamento de nossa subjetividade deveria, portanto, ser considerado pelo praticante de Yoga como uma multidão de mentes distintas reunidas em assembleia. Um colegiado de pensamentos (vasanas) que disputam constantemente nossa atenção e que defendem seus pontos de vista com explicações e justificativas retóricas. Cada um desses pensamentos se defende como pode para capturar e manter sobre si nossa atenção, pois essa é a única maneira de assegurar sua sobrevivência dentro de nós.

No entanto, os únicos pensamentos que merecem nossa atenção de verdade são aqueles produzidos pelo verdadeiro eu dentro de nós - aquele que reside no coração. Somente esse eu do coração pode produzir o estado de ânimo que nos dá paz e equilíbrio e que nos permite viver com autenticidade nossa própria natureza (svarupa).

O grande problema é o apego que desenvolvemos em relação às justificativas que encontramos para dar atenção a pensamentos, valores e sentimentos falsos - que não dizem respeito à nossa natureza. Aceitamos nossas perversões como se fossem uma parte verdadeira de nós mesmos e damos a elas nossa complacência, na medida em que elas nos estimulam a adotar atitudes que nos prejudicam ou que nos trazem proveito às expensas dos outros.

Patañjali dá a receita para que o nosso eu verdadeiro - aquele que vê o mundo a partir de dentro de nossos olhos - possa se manifestar em sua natureza autêntica: discernimento, adotado com disciplina e desapego. Estas são as duas pernas que fazem o Yoga caminhar para o sucesso e que também fazem a nossa atitude pessoal se ajustar com perfeição ao nosso eu espiritual."  (Yoga Sutras de Pantañjali)

controle-psíquico
meditação
ferramentas
encerramento
Om Namah Shivaya 54Artist Name
00:00 / 13:27

 

 

O R I E N T A Ç Ã O

 

Sozinho(a), realizar a mesma meditação em Meia Lótus, com a perna oposta à que foi escolhida na meditação anterior, para harmonização dos membros e órgãos simétricos do corpo; dos canais energéticos; e das polaridades psíquicas (feminino e masculino).

Foco: Reconhecimento/Contatação do eu-consciencial, eu-espiritual ou eu do coração

Asana/Postura: Meia Lótus

Suporte: Mantra Om Namah Shivaya

54 repetições (realizando um ciclo completo de 108 repetições)

N A M A S T Ê

 

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