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CURSO TAROT
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Uma figura masculina representa o neófito, que dá início à viagem pelas 22 lâminas do Tarô. Corresponde ao princípio criativo masculino, o elemento “yang” em nosso plano de existência, e à emanação de Deus Pai na esfera divina. O Mago representa a energia potencial de um novo ciclo. O número um, que é único, autêntico e independente. Aquele que inicia um caminho espiritual para tornar-se um co-criador consciente e, por isso recebe a denominação de aprendiz de feiticeiro, pois seu objetivo é tornar-se um verdadeiro alquimista.
Ele se posiciona em pé, de prontidão para atuar e possui as ferramentas que necessita para atingir o êxito. Observe como os atributos da figura se encontram na porção superior do corpo, bem como as suas ferramentas de trabalho, indicando o predomínio da força mental. O seu olhar aponta para as experiências do passado, em busca dos acertos e a fim de evitar os mesmos erros.
A presença do bastão apontado para o alto e o chapéu em forma de Lemniscata – o símbolo do infinito - simbolizam o compromisso entre as instâncias superiores e o trabalho no plano terreno. O chapéu em forma de lemniscata, símbolo do infinito, faz a ponte entre as esferas superiores, através da mente consciente e inconsciente. Vale ressaltar também a importância de manter o equilíbrio ente os hemisférios cerebrais direito e esquerdo.
O bastão, a moeda, a taça e a faca correspondem aos quatro naipes, respectivamente, paus ou bastões (elemento fogo); ouros ou pentáculos (elemento terra); copas ou taças (elemento água) e espadas ou lanças (elemento ar), que são atribuídos como criatividade, talento, boa sorte e capacidade intelectual diante dos obstáculos.
O número quatro está relacionado ao plano terreno, estabelecendo o número de estações do ano, fases da Lua e dos elementos, conforme descrito anteriormente. Ou os quatro estados da consciência: a força do mental, do astral, a energia do físico e a atitude que realiza.
Um cinto em forma de serpente que morde a própria cauda, o “Ouroborus”, faz alusão à eternidade e aos ciclos evolutivos, em que o começo é o fim e o fim o começo.
O siclo, objeto utilizado como medida-padrão antiga, traduz a constância, persistência e disciplina.
Quando está no equilíbrio, é o curioso, aventureiro, desbravador, inovador e ousado. Aquele que aceita os desafios e está disposto a correr riscos, com energia de trabalho e dedicação. Com mente aberta, utiliza a inteligência de forma ousada, quebrando padrões e ultrapassando barreiras. É dotado de discurso persuasivo e eloquente e desperta admiração em suas atuações, ele reconhece que a manutenção do “status quo” está associado à busca incessante pelo conhecimento e desenvolvimento pessoal.
Para manter essa motivação, paciência e confiança são fundamentais, pois há um longo caminho até a realização. A firmeza de caráter, também, é necessária para não ceder às oportunidades de sucesso instantâneo, pois pular etapas acarretará em retrocesso.
Estudiosos associam a figura do Mago ao deus egípcio Toth. Na mitologia grega, Hermes, ou o Mercúrio dos romanos.
Devido à intensidade e jovialidade dessa figura, é recomendável um cuidado especial com a energia vital, observando e respeitando os próprios limites.
Reflexão:
1. Em que momentos você contatou a força do Mago?
2. Quais atributos em potencial você almeja desenvolver a partir dessa influência?
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Esta lâmina corresponde ao princípio receptivo do poder feminino, a Grande Mãe. Uma metáfora à Matriz Fenomênica, onde o princípio inteligente do Mago encontra meios para realizar a manifestação.
Quando o Mago se encontra com a Papisa, recebe a força complementar necessária para a realização da Alquimia. Na simbologia, é o cálice, o côncavo, que simboliza o útero ou a terra. Na filosofia hindu, seria a Shakti ou Prakrti. Ela corresponde ao espaço de fertilidade onde a semente pode germinar.
O segundo arcano como representação do elemento passivo, sugere uma pausa para reflexão e observação. A mulher sentada num recinto fechado, que remete a um templo, onde está amparada pela presença do divino, através da coroa e cortinas em formato de asas.
Sobriedade e segurança em seu manto azul, revelando discretamente a fecundidade latente no vermelho, e o domínio do espiritual sobre o material.
A cruz solar é um símbolo comum a tradições ancestrais, com várias representações: o ciclo de encarnações; o Sol, como o próprio ser; a união do masculino e feminino; a comunhão entre Céu e Terra, entre o plano divino e o material.
O livro aberto em seu colo indica a sabedoria e o conhecimento ancestral, contendo os registros do “akasha” e os mistérios ocultos.
O domínio desta lâmina consiste em exercitar os atributos do feminino relacionados ao processo de criação. A Papisa é a mulher sábia, a parceira e companheira fiel, o elemento “yin” que complementa o “yang”. Inserida no contexto atual, não cumpre o perfil romantizado da esposa, e sim, da mulher madura e espiritualizada, que detém sabedoria e está disposta a compartilhar, através do ensino ou aconselhamento.
Sobriedade, discrição, maturidade e equilíbrio são suas qualidades, além de uma intuição ampliada, fruto de sua ligação com o espiritual.
A libido em potencial da Papisa extrapola o conceito da criação através da união física entre os seres. Representada pelo vermelho sob o manto azul, figura como o princípio necessário para as manifestações do processo criativo.
Na fluência, esta lâmina concede as atribuições da grande Mãe, o veículo que possibilita a manifestação do princípio inteligente. Atua com segurança, moralidade, intuição e discernimento para aconselhar e passar ensinamentos. Pode fornecer a estrutura receptiva de um novo projeto ou iniciativa.
Como instrumento mediador entre o divino e o profano, deve exercer controle sobre o corpo de desejos.
A passividade desse arcano também indica que é o momento adequado para desacelerar e observar, antes de prosseguir a jornada.
Reflexão:
Você consegue identificar essa presença em sua vida? Pode ter sido uma figura que lhe inspirou segurança, apontou caminhos e ofereceu orientações importantes.
Alguma vez você sentiu uma grande disposição em abraçar e sustentar a causa de alguém ou de oferecer meios para o crescimento de alguém, sem nenhum interesse particular?
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Esta lâmina representa a figura materna e suas atribuições correspondentes. É a representação do universo feminino, onde predomina a emoção, a intuição, o sensitivo.
A mulher está sentada em um trono, símbolo do mundo material, sobre o qual detém autoridade. O cetro e o escudo estampado com a águia foram herdados através de vidas sucessivas. As asas, presentes no espaldar, realizam a conexão entre os aspectos humano e divino.
A coroa confere um poder recebido do Alto, que também oferece proteção e orientação, com o brilho dourado do Sol. O cetro simboliza a fertilidade: a criação da vida sobre uma esfera, que pode ser o planeta Terra ou ainda, a representação do absoluto, infinito e perfeito.
Quando equilibrada, esta lâmina atua através de uma vida produtiva, com autonomia, liderança, capacidade de percepção ampliada, agilidade na tomada de decisões e domínio das emoções. Uma figura que inspira docilidade, benevolência, esperança e acolhimento.
Sob a influência de Vênus, relaciona-se aos valores, a tudo que é valioso no seu mundo. Relacionamentos, conquistas profissionais e materiais, lazer, cultura, arte, onde a ordem se expressa em harmonia e beleza.
Como elemento que agrega e administra o seio familiar, e atua na continuidade da linhagem, a manutenção dos valores e do campo emocional é imprescindível. O seio materno também se refere à Natureza, à alma de Gaia e ao Sagrado Feminino, a força psíquica que não se limita ao sexo biológico.
A Imperatriz é a base da educação, da ética e princípios morais que moldam a sociedade, através de seu discurso e exemplo de vida. A partir dela desenvolvemos os primeiros vínculos afetivos, recebemos as condições para a sobrevivência e o senso de proteção e segurança. Em tempos atuais é a figura que exerce os papéis de mãe, esposa, profissional, uma mulher ativa em constante ascensão.
O amor materno como a mais próxima experiência de ágape, o amor incondicional.
Reflexão:
A Imperatriz evoca referências adquiridas desde a vida intrauterina, o período perinatal e grande parte do ambiente familiar. Uma oportunidade de entrar em contato com a mãe internalizada através da meditação. Bem como desenvolver o “sagrado feminino” e suas qualidades, independente do sexo biológico.
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O Imperador inspira confiança e admiração, semelhante ao papel da figura paterna, quando alcança a maturidade e sabedoria para exercer uma autoridade amorosa e equilibrada.
A responsabilidade de administrar um reino com equanimidade requer inteligência, percepção e ação correta, com capacidade de discernimento, ordem e senso de justiça.
Alguns elementos representativos aqui se repetem: o trono, como símbolo de domínio sobre a matéria, bem como o quatro que se forma com as pernas cruzadas. Possui o mesmo cetro e escudo da Imperatriz, indicando a autoridade que trouxe como herança, mas também fez por merecer sua posição.
Desse modo, esse homem se encontra tranquilo, satisfeito e não demonstra vulnerabilidade, pois sua estabilidade está embasada em atos nobres e no mérito de seu trabalho. Estabilidade esta que também se associa ao concreto, ao atributo sólido do mundo material.
Um Imperador equilibrado é também senhor de seu reino interior, especialmente o mental, zelando pelos compartimentos “internos” com discernimento.
O caminho do autoconhecimento exige disciplina, seriedade, honestidade, coragem e competência, a fim de levar as sombras à luz e estabelecer uma comunicação com as instâncias do inconsciente e do espiritual.
Assim como seus súditos estão dispostos a colaborar na manutenção do império, as faculdades do ser em equilíbrio trabalham em conjunto para assegurar a continuidade dessa posição de comando, com progresso constante. A realização do trabalho também envolve o processo de afirmação, negação, discussão e solução; tese, antítese, argumentação e síntese.
A manutenção de um império requer competências desenvolvidas através do estudo, raciocínio, experiência direta, percepção ampliada, discernimento e sabedoria. Além de dominar suas capacidades, o ser íntegro deve desenvolver empatia e compreender as necessidades do coletivo. O altruísmo é um dos adjetivos essenciais na fluência desta lâmina.
Sob esta influência, deve-se manter cautela com relação ao exercício da autoridade e ponderação no trabalho mental, a fim de evitar os excessos.
Reflexão:
A mesma sugestão dada com relação à Imperatriz é proposta aqui. Estabelecer uma conexão saudável e harmoniosa com o Pai internalizado, através da leitura e interpretação pessoal das experiências. Trabalhar o “sagrado masculino” em equilíbrio com o feminino, para a plenitude e realização.
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A autoridade espiritual está aqui representada pela figura do mais elevado posto da hierarquia religiosa.
Como todas as lâminas, essa metáfora simboliza o canal de intercessão entre as esferas mais elevadas da consciência e a humanidade. No plano coletivo, se refere ao conjunto de ensinamentos adquiridos através do uso da inteligência e das faculdades mentais. No indivíduo, o contato com a Centelha Divina, o acesso à “mente superior”. Portanto, não exclui outras tradições, e sim, abrange a todas as formas de expressão da aliança com Deus Fonte Criadora.
Essa carta beneficia o aprofundamento nos estudos, como indica a expressão “o Papa” de tal assunto. Assim como a Papisa, ele é detentor do conhecimento, dos grandes mistérios e atua também como conselheiro, tendo a seus pés duas figuras que buscam beber dessa fonte de sabedoria. Esses seres se colocam de joelhos, como atitude de obediência e respeito.
A sua idade avançada se relaciona com a sabedoria adquirida ao longo da vida e reflete sua posição ortodoxa, o valor das tradições e rituais. Ela se encarrega de preservar a ética, a moral, a ordem e o cumprimento das Leis Universais que regem o universo.
A mão erguida abençoa com um mudra (gesto de poder da tradição hindu), que representa o prana, a substância essencial da vitalidade. Ou ainda, sinaliza um pedido de silêncio e recolhimento, imprescindíveis para ouvir a voz do divino.
A coroa em formato de pinha, presente em várias tradições como a representação da glândula pineal, lhe confere uma ampliada percepção intuitiva, o terceiro olho. Está dividida em três planos, assim como a cruz tríplice, que aponta os planos divino, mental e físico.
Esta cruz termina em sete pontas, que são as virtudes necessárias para combater os sete pecados capitais.
No Tarô Mitológico é denominado “O Hierofante”, sacerdote da Grécia Antiga.
Como a representação do masculino complementar à Papisa ou “Sacerdotisa” tem a predominância do mental, em contrapartida à intuição do feminino. Em ambos está presente a amorosidade, complacência, benignidade e demais atributos do divino.
No desequilíbrio, o excesso de bondade pode acarretar uma vulnerabilidade.
É recomendável também, manter a flexibilidade diante do novo, requalificando os valores ortodoxos.
Ao manifestar essa influência como o sábio conselheiro e detentor de faculdades extrafísicas, o ser orienta e inspira os demais na formação de alianças em prol da evolução.
Reflexão:
Quais são as figuras de referência nas quais você se inspira? De que forma você se comunica com o “Espírito”?
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Esta lâmina diz respeito ao exercício do livre arbítrio e seus desdobramentos.
O homem encontra-se diante de uma escolha entre dois caminhos: o vício e a virtude. De um lado, a mãe e suas referências: as primeiras lições, memórias, senso de proteção e segurança, mas também a limitação, o controle e valores do passado. Do outro, a promessa de um novo amor, de explorar o mundo à sua própria maneira, construir novos vínculos e enfrentar o desconhecido. Em ambos os casos, este ser atrela a sua felicidade e realização ao elemento externo, quer na representação do passado, seus valores e experiências, quer na possibilidade de um novo vínculo.
O ser incondicionado e realizado, está livre de apegos e sua felicidade está relacionada à própria plenitude. No momento que esta figura lançar seu olhar para o alto, verá uma presença angelical com a clareza do Sol, e assim, poderá prosseguir sua jornada sem arrependimentos ou anseios.
A dúvida se apresenta a toda humanidade, como consequência da ignorância. Neste caso, a falta de conhecimento se refere à Verdade Central, ao acesso às informações do funcionamento do universo, suas Leis e variáveis ocultas. Abrange os registros do passado, os débitos e méritos, a complexa rede de situações e consciências intrínsecas, a malha planetária que conecta todas as consciências que vivem e já existiram na Terra. Trata-se do emaranhado quântico, o princípio da física que se refere ao início da Grande Criação, a partir da qual todos os elementos encontram-se interligados, uma vez que se originaram de uma única fonte.
Algumas tradições pregam que a resposta correta e adequada é o primeiro pensamento que surge em cada situação. Essa ideia tem origem na mente superior, mas é logo questionada pela mente inferior, cuja função é analisar, comparar e emitir julgamentos, com base nas experiências pregressas e no conhecimento. Uma vez que o indivíduo comum não possui todas as informações, surge a incerteza.
O cupido com a flecha se apresenta sob os raios do Sol, que dá clareza e sustenta a vida. O Sol também simboliza o próprio ser em essência.
Esse ser angelical ainda não lançou a flecha, que remete à nuance do Amor que conhecemos como paixão, em sua manifestação mais impetuosa e primitiva. O estado de euforia característico de um novo romance, um novo projeto, que traz consigo também a necessidade de renunciar aos desejos.
Na outra polaridade, existe o medo do futuro, a resistência, o excesso de racionalidade e cautela. Ou ainda, a omissão, que é também uma escolha.
As consequências da decisão são como o curso de uma flecha após ser lançada. Só temos controle do ato de atirar, mas acertar o alvo envolve fatores que não podemos controlar.
A presença do Amor também indica a sabedoria do coração. A voz interior da consciência que transmite paz e silencia a dúvida. O chacra cardíaco se posiciona no ponto central, entre os inferiores, relacionados à sobrevivência e os superiores, que representam as esferas mais elevadas da consciência. O amor como ponto de equilíbrio, como elemento mediador das realidades densas e sutis.
A época atual reflete um momento de transição, de optar pelo novo ou pelo velho paradigma. Vibramos pelo despertar do senso de cooperação e a consciência de que pertencemos à grande família humana, compartilhando da mesma casa a que chamamos planeta Terra, cuja alma é Gaia.
No processo de individuação ou liberação que se segue, o ápice da lâmina está em não se aprisionar nem ao passado nem ao futuro, e sim, levar o olhar para o anjo e para a Luz do Sol. Uma vez percebida a grandiosidade da alma e do espírito, avançar em direção ao Eu Sou, livre dos condicionamentos.
Reflexão:
Já se deu conta desse primeiro pensamento que aparece diante de uma situação inesperada? E que logo em seguida surgem objeções e dúvidas? Como você costuma lidar com questões que pedem um posicionamento? Você aprendeu como contatar a sabedoria do coração?
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A figura central do Sétimo Arcano é o veículo que confere velocidade e direcionamento para se deslocar no espaço e nos planos de existência.
O carro, como fruto do progresso e inventividade do ser humano, deve ser dirigido com determinação e sabedoria, a fim de conduzir ao destino pretendido.
A carruagem onde se encontra o jovem é uma metáfora ao plano material, com os quatro elementos, ou o próprio corpo físico do ser.
Os cavalos representam a dualidade ou as polaridades complementares.
As expressões das máscaras sobre os ombros do cavaleiro também se referem ao aspecto dual da existência, a tragédia e a comédia.
Alguns autores indicam as inicias SM como Sua Majestade, ou os elementos químicos Sulphur e Mercury, respectivamente enxofre e mercúrio, que são utilizados na alquimia.
A armadura é um elemento de proteção e a coroa indica o poder sobre o mental com equilíbrio, a conexão com o espírito.
O cetro traz o simbolismo do círculo, triângulo e quadrado, respectivamente, o infinito, o espírito e a matéria.
Semelhante à parábola do Baghavad Gita, parte do grande épico hindu Mahabharata, temos a carruagem que representa o ser humano, personificado pelo guerreiro Arjuna; Krishna na figura do cavaleiro, como a presença do espírito; e os cavalos, as forças instintivas e conflitantes da dualidade, que devem ser equilibradas para conduzir ao rumo desejado.
Ao permitir ser guiado pela consciência superior, o condutor alcança a maestria. A humildade de dar passagem à voz do espírito é a característica de um ego equilibrado e forte. Desse modo, os cavalos obedecem ao comando das rédeas e a unidade do conjunto alcança o êxito.
O número sete traz a força da perfeição, do sagrado. O setenário presente nos sete dias da Criação, nos chacras, nos dons do Espírito para vencer os sete pecados capitais. A soma do três na força Trina (Pai, Filho e Espírito Santo; os três Reinos) com o quatro do material.
Este arcano se refere aos deslocamentos, inclusive à capacidade de transitar entre os planos de existência, como nos sonhos, ou estados alterados de consciência.
O espírito é livre para viajar, pois não tem as limitações da matéria, e o “carro” concede ao ser físico essa liberdade, viabilizando a exploração de locais e culturas diversas.
A tecnologia presente nos veículos de comunicação também é uma maneira de encurtar distâncias, com enorme velocidade para transmitir informações e ideias.
Na utilização adequada deste arcano, o ser se encontra equipado para progredir em suas iniciativas.
O processo de iluminação ocorre a partir do corpo, veículo físico, e não fora dele. A “máquina humana” deve ser alimentada com bons nutrientes, pensamentos e sentimentos elevados, para manter a saúde física, mental, emocional e sutil.
Reflexão:
Quais os padrões de pensamento predominantes em seu diálogo interno? Que tipo de sentimentos e emoções ocorrem com maior frequência? Você tem conseguido controlar “os cavalos” das emoções?
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Esta lâmina apresenta uma mulher sentada num trono, o quadrado da matéria, que tem o espaldar em formato de asas, caracterizando a elevação espiritual. Ela usa um turbante sob a coroa, que exibe a pedra relacionada ao terceiro olho, símbolo de autoridade, sabedoria e visão ampliada. Também se relaciona ao termo “estrela na testa”, que é usado para pessoas bem-sucedidas.
Sua espada de dois gumes encontra-se erguida, de prontidão para proteger os justos ou punir os infratores. A balança está equilibrada e vazia, revelando a disponibilidade para exercer sua função. Aqui mais uma vez aparece a dualidade, a busca pelo equilíbrio dos elementos. O bem e o mal, o direito e o dever, conquistas e perdas.
Na mitologia grega, este arcano corresponde a Astréia, que tem os olhos bem abertos e um olhar direto.
A figura que representa a justiça dos homens, com a venda nos olhos, corresponde à Têmis, que é mãe de Astréia.
A observância e aplicação das leis que regem a ordem universal ultrapassa os deveres da justiça terrena, pois há inúmeros fatores a considerar. Implica acessar a herança ancestral, os contratos firmados no passado e em outros planos de existência, as dívidas, os méritos, os afetos e desafetos, e demais questões que caibam nos pratos, para atingir a justa medida.
O alto grau de imparcialidade é aplicado com a Lei do Amor, que se transgredida gera consequências para o Todo.
A Justiça deve ser exercida primeiramente consigo mesmo, evitando a severidade na cobrança. O compromisso com o “Dharma”, a lei de retidão e ordem, vivenciada no cumprimento das tarefas diárias, pensamentos e atitudes, e que conduzem ao sucesso.
Reflexão:
Experimente passar um dia todo sem exercer julgamentos, a respeito de si mesmo, das pessoas e situações. Apenas observe, sem classificar como bom ou ruim. Em seguida, escolha uma situação e imagine que você tem a consciência amorosa do Todo. Verifique os inúmeros fatores que compreendem a Justiça Divina, imaginando que todos os envolvidos são seus próprios filhos, por quem você sente um amor incondicional.
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A imagem do Eremita remete a um monge em retiro. Esta situação também simboliza o isolamento dos “homens santos” no deserto e nas florestas, assim como consta na obra “A Noite Escura da Alma”, por João da Cruz. A história de vida de Sidarta Gautama, o “Buda” e de Jesus, o “Cristo”.
O retiro é um momento de confronto, por isso é referido como uma provação. Afastado do mundo, o indivíduo tem por companhia apenas as vozes internas, que falam das fraquezas e virtudes. Ao integrar os compartimentos fragmentados, controlar o diálogo interno e trabalhar com as sombras, é possível contatar a verdadeira natureza.
A figura masculina aqui representa a capacidade mental, com as faculdades necessárias para realizar o processo. Sua idade avançada indica a maturidade, a sabedoria e as experiências do passado.
O cajado é um símbolo de poder, tanto no profano quanto no sagrado; e a lamparina, a clareza de sua luz interior como guia. No baralho de Wirth, o cajado possui sete nós, que correspondem aos sete chacras principais. A lamparina é a metáfora da iluminação, como resultado da ascensão da “kundalini”. Resumidamente, trata-se de uma energia potencial que se transforma em energia cinética, percorrendo o canal central da coluna vertebral, desde a base até o topo da cabeça. (Importante destacar que esta não é uma prática inofensiva e deve ser sempre acompanhada de um mestre).
Por ser um andarilho, esta figura entra em contato com povos e culturas diversas, seja neste plano de existência ou no universo “multidimensional”.
A humanidade toda experimenta períodos de reclusão. No coletivo, por forças da Natureza, crises de estado, ou incidentes que geram comoção nas massas. No individual, um momento de quietude para a reflexão; ou um afastamento mais longo, para promover cura e transformação.
Nesta fase o homem se encontra solitário, mas nem sempre a solidão se faz presente, quando o ser se encontra pleno de si mesmo. O estado da tão buscada plenitude, o contentamento de estar diante do verdadeiro tesouro, que não pode ser tomado por nenhuma condição externa.
O “yoga” é um dos caminhos para essa realização, que fornece meios para a integração com o EU SOU.
A contemplação está presente na grande maioria das tradições, e pode figurar com outras denominações. A conexão com as consciências não locais e êxtase espiritual são meios de comunicação promovidas por um estado alterado de consciência.
A influência deste Arcano beneficia esse momento de introspecção, como uma ferramenta para o autodesenvolvimento e que propicia a sabedoria.
O Eremita realizado se torna o próprio meditador, aquele que vive diariamente no estado de “presença”. A atitude de estar no aqui e agora, ocupando um corpo físico, com atenção plena aos movimentos da mente e do meio, e aguçada clareza para a tomada de decisões.
A lâmina também aponta para a prática da escuta e observação. Saber quando e como usar a palavra, e manter em silêncio os projetos pessoais.
Reflexão:
Caso você não tenha o hábito de meditar, procure adotar uma prática reflexiva diariamente. Pode ser um resumo dos acontecimentos do dia, uma meditação guiada ou simplesmente um momento de silêncio. Desligue o celular, a TV, diminua os estímulos externos e se recolha no seu ambiente interno. Experimente ficar com sua própria companhia.
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Esta lâmina se refere ao movimento constante da vida e do destino, com ascensões e declínios.
A imagem lembra uma roda de fiar. Cabe aqui uma associação com o termo “sutra”, que significa fio, e é utilizado no Oriente para a transmissão de ensinamentos. Um único sutra encerra um profundo significado e vários deles tecem uma grande malha de informações.
Na China também é adotado o termo “fio de ouro” como um elemento de afinidade entre as pessoas.
Este símbolo representa o Samsara, ciclo de encarnações sucessivas. A Roda do Dharma, a Lei de Retidão e Ordem. O Tao e seus elementos em equilíbrio dinâmico. Também faz alusão carma, à Lei de Causa e Efeito.
Há três eixos que formam os raios, indicando o passado, presente e futuro; o consciente, inconsciente e supraconsciente; os estados sólido, líquido e gasoso do processo alquímico. O sétimo eixo pode ser considerado a convergência ou a ponte entre o plano material e o divino.
O ser que se encontra no alto transmite tranquilidade em sua posição de controle. Assim como o indivíduo que aceita a impermanência da vida, e mantém-se flexível nesse mundo em constante mutação. Ele é associado ao Rei Midas por alguns estudiosos, figura que indica a cautela e sabedoria nas decisões. Ou ainda, ao Enigma da Esfinge: Decifra-me ou te devoro. Pode ser percebido como uma metáfora para a regência da Lei Maior, que se transgredida gera consequências.
Dois outros seres, um subindo (o Bem) e outro descendo (o Mal), representam a alternância, o próprio fluxo do Tao, que se bem compreendido, mantém a Luz em ascensão e promove o declínio das sombras. O papel fundamental da Roda é a manutenção do movimento, no sentido de promover o Bem e compreender os fluxos do universo.
A observação do movimento permite a leitura dos fluxos de mudança, com a possibilidade de obter mais benefícios da onda de expansão e de permanecer ileso, no período de retração. Um exemplo disso é o olho do furacão, cujo objeto que ocupa o ponto central não sucumbe à sua força devastadora.
Os períodos de declínio ou crise são necessários para que haja renovação. São períodos de um ciclo natural, aos quais geralmente se atribui um julgamento negativo e tendencioso. Entretanto, quando compreendemos que há uma ordem maior, a resistência e a necessidade de controle desaparecem. A partir dessa percepção, aquilo que havia sido interpretado como negativo se torna uma oportunidade de desenvolvimento, que é o propósito maior da existência.
Com o exercício da observação, pode-se alcançar a percepção antecipada das oscilações, ocasionando o máximo proveito de qualquer movimento da Roda. A prudência e a paciência são virtudes que devem ser cultivadas para a fluência da carta.
Como somos dotados de livre arbítrio e tudo o que ocorre ao nosso redor é consequência da projeção, estamos interferindo no destino a cada instante. Entretanto, é importante levar em conta que existem bilhões de indivíduos emanando ondas de influência no mundo e portanto, há diferentes faixas de frequência vibracional. Cabe a cada ser escolher a melhor sintonia, ajustando os sentimentos e pensamentos que entrem em ressonância com as elevadas ondas de pacificidade, benevolência, amor e compaixão.
Reflexão:
Já observou como os animais são capazes de perceber antecipadamente os fenômenos da natureza? Na iminência de perigo, eles se movimentam em busca de proteção. Você costuma ter intuições ou experimenta sensações a respeito de um acontecimento ou de uma pessoa que acabou de conhecer? Alguma vez se arrependeu por não ter dado a devida atenção a esses sinais?
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A Força simboliza as atribuições e o poder do Sagrado Feminino sobre os instintos primitivos. Um leão é domado sem esforço, através da sutileza, persuasão, inteligência e astúcia.
O chapéu em forma de lemniscata (símbolo do infinito), indica a influência da Consciência Superior, que atua no equilíbrio das polaridades. A harmonia do Consciente e Inconsciente, do material e espiritual, da razão e emoção, dos hemisférios cerebrais direito e esquerdo.
A boca da Fera se encontra na altura dos órgãos reprodutores e a força dessa figura está concentrada na porção inferior do corpo. Numa analogia com a figura do Arcano Um, O Mago, a Força representa a complementaridade feminina, e que tem a libido como ferramenta a ser desenvolvida. Outra metáfora para este detalhe da figura se refere à impetuosidade dos impulsos, que devem ser controlados.
A libido é comumente associada à sexualidade, entretanto, quando modulada e direcionada para a criatividade, encontra um canal de expressão surpreendente. Esta força de potencial criativo é citada por vários estudiosos da atualidade, bem como pela antiga tradição hindu, a qual é utilizada com propósito de elevação espiritual.
Para a manutenção de uma posição de controle sobre o leão, a mulher necessita de vigilância contínua. Para se manter constantemente em estado de alerta, sem esforço e sem desgaste energético, a mulher entra em fluxo com a linguagem do amor, que exerce um domínio sem opressão.
Com relação aos próprios instintos, o modo de “presença” evita a identificação com as emoções, pensamentos e condicionamentos do ego negativo. Desse modo, é possível domar a “fera” interior e atuar com diplomacia, gentileza, autoridade e firmeza diante dos confrontos externos.
O viver no “modo automático”, com os condicionamentos herdados e aprendidos, gera respostas reativas. Ao invés de escolher uma atitude, o indivíduo permite uma reação condicionada aos estímulos, que é gerada nas porções primitivas do Sistema Nervoso Central. Essa resposta reativa ocorre com muita velocidade, e valida os termos: “respire fundo” ou “conte até dez antes de dar uma resposta”. Esse intervalo de tempo viabiliza uma resposta elaborada pela razão, o que nos diferencia dos animais.
Na realização da alquimia, simboliza o controle e transformação dos elementos instintivos em virtudes, através da paciência e maturidade. A presença do elemento fogo do signo de Leão, que realiza a transmutação, dominado pelo signo de Virgem, através de seus atributos, que são basicamente: trabalho, ordem, disciplina, generosidade e a busca pela perfeição.
O recado do arcano é: “a força do argumento se sobrepõe o argumento da força”.
Reflexão:
Da próxima vez que se sentir provocado a ponto de ter uma reação automática, realize a velha técnica de contar até dez. Ou experimente colocar a língua no palato, uma manobra do Yoga. Lembre-se que há um tempo hábil para o neocortex processar a informação e modular uma resposta, ao invés do padrão reativo de comportamento oriunda do “cérebro reptiliano”.
Domar um leão por dia exige gasto de energia constante. Que tal direcionar essa energia para uma atividade que traga maior retorno? Você pode incluir na sua lista diária uma meditação ou exercício para gerir as emoções. E depois, direcionar a energia para criar soluções harmoniosas e originais.
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Um homem pendurado pelos pés, com as mãos no bolso e semblante tranquilo, numa estrutura que remete ao quaternário do mundo material.
Estar posicionado de ponta cabeça indica uma visão distorcida da realidade, o estado de ilusão conhecido como “Maya”.
Sua atitude acomodada, com as mãos no bolso, sugere que o desconforto se tornou tolerável. Apesar da dor e do desconforto, o ser parece ter encontrado meios de lidar com a situação.
É possível reverter o quadro, o que requer força de vontade para lidar com a resistência. Sair de um território conhecido em busca do novo implica energia de trabalho e determinação para enfrentar o desconhecido.
Um outro mecanismo relacionado é a vitimização, quando o autor não se responsabiliza por suas escolhas e atribui a culpa aos fatores externos. A autocomiseração também gera ganhos secundários, ocasionando uma relação de simbiose. A parte que oferece ajuda toma para si a responsabilidade do outro, e se alivia de provável culpa ou impotência, enquanto a vítima recebe atenção e cuidados. O ciclo é interrompido quando uma das partes toma consciência do padrão nocivo e cessa com as atitudes que alimentam o padrão.
A omissão também tem seu peso, quando gerada por egoísmo ou julgamento equivocado.
Tais atitudes interferem na contabilidade do Universo (Lei, Causa e Efeito) sob uma perspectiva mais ampliada, que leva a compreensão de que somos responsáveis pela realidade que se manifesta ao redor.
O Enforcado, portanto, está aprisionado em seu microcosmo, e pode sim encontrar no apoio externo a motivação para ampliar a “zona de conforto”.
Esta imagem sugere o sacrifício, a crucificação, que era condizente à mentalidade de um dado momento histórico. O sacro ofício hoje, pode ser interpretado como ato de renúncia às distrações e ao prazer fugaz do consumismo exagerado.
A cruz encontra-se associada à dor que está presente na existência, mas não implica necessariamente sofrimento. O traço horizontal que corta o vertical contém a metáfora da geração, onde masculino e feminino se interseccionam e originam o mundo material. Assim, a cruz também traz o potencial da luz.
A posição dos braços remete a um triângulo, que reforça o potencial luminoso e criativo latente para sublimar a limitação.
O domínio desta lâmina consiste em vencer a ilusão do mundo fenomênico e alcançar a liberação. Numa situação cotidiana, aceitar a resistência como uma manifestação comum a todos os seres humanos e concentrar a energia de trabalho no objetivo almejado. Durante esse processo é natural o movimento de “regressar à velha casa escura”, e que consiste no “passo para trás”, a fim de pegar novo impulso em direção ao êxito final.
Reflexão:
O que costuma fazer para superar a acomodação? Você costuma pedir ajuda ou adotar algum programa ou técnica? O quanto você está disposto a investir para vencer a resistência, que é comum a todos os seres humanos?
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Esta lâmina simboliza uma fase de transmutação, que é a mudança para um grau evolutivo mais elevado. A figura de um esqueleto com a foice, indica a hora de “separar o joio do trigo”.
O ser representado por um esqueleto com algumas porções de músculo, está ceifando o que deve retornar à terra, inclusive partes de si mesmo, pois são elementos prejudiciais ao desenvolvimento. Como em Mateus, 18:8: “se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti”. O conjunto de crenças, compromissos, relacionamentos e vínculos desgastados devem ser revistos e eliminados, para promover liberação e renovação. À medida que os padrões obsoletos são substituídos, a visão de mundo se expande e novas oportunidades surgem.
A morte é o elemento que nivela todos os seres, portanto alerta para o acúmulo de títulos, bens materiais e tudo o que não pode ser levado dessa existência. A dor da separação entre entes queridos também é a mesma para todos. Existe ainda a morte metafórica do ego negativo, dos compartimentos do eu interior que devem ser eliminados, e que respondem com enorme resistência. O momento de confronto e ajuste de fragmentos da psique.
Esta é alegoria da ressurreição, do ciclo de vidas sucessivas, onde ocorre a destruição da forma, mas a essência é preservada. Na natureza, nada desaparece, tudo se transforma.
A presença de vegetação nascendo é mais uma indicação da necessidade de espaço, de terras cultiváveis onde já começam a surgir os brotos.
O esgotamento de recursos aponta para situações opressivas que comprometem a energia vital. A mesma poderá ser redirecionada ao plantio assim que a ceifa terminar.
A transmutação de valores e atitudes se faz necessária para prosseguir no caminho da evolução. O declínio e a morte encerram uma mensagem de dor, que foi herdada e cristalizada por gerações. Esse julgamento pode ser substituído através da lucidez e paz interior adquirida com o crescimento espiritual, e somos responsáveis por perpetuar ou não a ideia de uma existência que termina com a morte física.
Reflexão:
Para quais aspectos você deve morrer, a fim de alcançar mais realização? Existe algo lhe aprisionando, mas que traz um ganho secundário? Qual o preço de manter tais coisas, pessoas ou situações? Experimente perguntar: isso me traz alegria?
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Um ser angelical passando o conteúdo de um jarro para o outro, numa constante interação para encontrar a medida exata da essência vital.
A dinâmica da vida é aqui manipulada com autocontrole, agilidade, precisão, ritmo, moderação e inspiração divina.
Uma provável analogia com a deusa Íris, a mensageira entre o Céu e a Terra, intercessora dos deuses e homens. As ânforas representam a dualidade, opostos complementares. Yin e Yang. O feminino e o masculino. Consciente e inconsciente. A integração vem representada na figura hermafrodita do anjo.
O fluxo da seiva vital, que transita através do tempo e espaço, harmonizando os valores, acontecimentos e as consciências envolvidas. O elemento água pode indicar a fluidez das emoções e sentimentos, na conciliação entre as pessoas e no ambiente interno. O anjo, que pode ser o seu próprio Eu Superior, manipula a taça lunar ou de prata, que representa o passado; e a taça solar, ou de ouro, que se refere ao presente e ao futuro.
Diferente do cupido com a flecha da paixão do Arcano 6, Os Enamorados, o anjo da Temperança sugere uma nuance de amor mais amadurecido e complacente.
Num mundo de diversidades, é essencial o aperfeiçoamento das faculdades mentais e habilidades, que combinadas com harmonia e sutileza conduzem ao “tempero” certo.
Executando a manipulação na justa medida se dá a interação perfeita dos elementos na realização da alquimia. A sabedoria e a paciência na observação dos sinais, indicam o tempo adequado e obtém-se a receita de sucesso para cada evento, portanto o anjo da Temperança sugere um momento de preparação, de algo que ainda não está pronto.
Cada indivíduo se encontra na situação mais adequada ao seu estado evolutivo, e merece ser respeitado em sua visão de mundo.
“Não se repreende uma flor por ainda não ter desabrochado”.
Reflexão:
A Temperança nos fala sobre o tempo, e hoje em dia, a velocidade é muito valorizada. O sistema nos condiciona a obter resultados imediatos e o mérito vai para os primeiros. Costuma-se dizer que o “segundo lugar” não é lembrado na História. Entretanto, a rapidez pode levar à precipitação. Quantas vezes você age de forma precipitada e impulsiva? Já avaliou também se o mundo está preparado para receber o que você tem a oferecer nesse momento?
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A imagem de um ser com chifres, pés de animal e asas de morcego, sobre um cálice invertido é a alegoria do Diabo, que traz a promessa de prazeres realizados à custa de energia vital.
Sobre a cabeça, possui um elmo, de onde saem os chifres, que indica o poder do mental introduzindo apelos e incitando o corpo de desejos.
Sua armadura expõe seios que aludem ao feminino, e abaixo o genital masculino, e assim, ele pode representar ambos os sexos.
Aparece segurando um bastão, sua arma, e mantém aprisionados dois seres com orelhas, chifres e rabo.
A figura lembra o deus Seth dos egípcios, símbolo da perversidade e destruição.
O domínio dessa figura é exercido sobre a realidade densa da matéria e seus atributos, que estão sujeitos à impermanência, e por isso recebe o nome de mundo das ilusões. Aponta para o nosso relacionamento com a matéria e os apegos.
Uma maneira eficaz de se manter imune às tentações do Diabo é a precaução. Através da auto-observação e vigilância constantes, é importante manter as vibrações em estado elevado.
Por melhor que seja o estado de atenção, o inconsciente também dispara conteúdos, que podem ser portas de entrada para situações e seres oportunistas. Ao invés de apontar para a presença do mal e assumir a condição de vítimas, isto pode ser encarado como uma oportunidade de saldar os débitos cármicos. As sombras são reveladas a fim de serem integradas à luz.
O mundo das ilusões, paixões, ambições e desejos está aqui representado como uma advertência. A personificação do Diabo, como a força destrutiva do ego negativo, que mantém cativos os dons, virtudes, sonhos e ideais de progresso.
A maioria dos estados de obsessão são auto gerados, através de formas pensamento que adquirem autonomia e aprisionam o ser em sua própria criação mental. Também de acordo com a faixa de frequência vibracional, o indivíduo pode transitar por planos de existência onde se encontram consciências ávidas por energia vital: elemento de enorme valor no universo multidimensional.
Pessoas sob influência dessa lâmina têm grande magnetismo pessoal. Elas comumente atraem para si muita atenção e se abastecem da energia vital dos que se aproximam. A palavra é uma via bem frequente de atuação, como acontece quando saímos desvitalizados de uma conversa. Muitas vezes o indivíduo que realiza esse “vampirismo” ignora o fato, pois sua percepção se encontra obscurecida. Uma atitude eficaz consiste em não alimentar a conexão através de reações, mantendo a posição firme, compassiva e livre de julgamentos.
O poder que esta lâmina exerce sobre o mundo material pode trazer conquistas, sucesso e riqueza. Os bens adquiridos e aplicados de forma adequada proporcionam liberdade e liberação. Quando a riqueza e poder são revertidos em prol do bem comum, esse valor se transforma em força luminosa, concedendo clareza mental para dominar o corpo de desejos e transmutação dos conteúdos. Assim, o “Diabo” revela um “Anjo” em potencial.
Reflexão:
As tentações são oportunistas e basta um deslize para abrir uma brecha. Um pequeno imprevisto pode ser a gota d’agua que faz transbordar um copo cheio de confusão armazenada. A manutenção do ambiente interno e a vigilância constante são equipamentos poderosos na vitória sobre o opositor. Nesta visão, o maior “opositor” é a própria mente, e a vitória se dá no domínio do próprio ser.
Quais são as situações tentadoras que aparecem com mais frequência?
Você é capaz de ler os sinais de advertência e se afastar ou dizer não?
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Esta lâmina é também conhecida como “A Casa de Deus”, que se relaciona com a estrutura do universo e as Leis que operam na sua manutenção.
Como na “Torre de Babel” e mais recentemente, “As Torres Gêmeas” do 11 de setembro, além da disputa por poder, a comunicação está prejudicada. Quando não há transparência no diálogo, o desentendimento gera conflito e desordem. A destruição é mais uma consequência, e não uma punição ou injustiça.
Sob essa perspectiva, a Torre pode estar relacionada a uma maneira espontânea de promover a evolução. Até mesmo fatos aparentemente casuais são governados por leis, como apresentado na Teoria do Caos: estudo da Matemática que vem sendo aplicado também na Física, Economia, Biologia e Filosofia.
É o caso do relâmpago que derruba um telhado de formato circular sobre uma torre de base quadrangular, evidenciando uma incongruência pregressa.
A entropia, princípio da Termodinâmica, se associa à desorganização dos compostos (moléculas, átomos, íons) em um sistema e pode também ser aplicada nessa interpretação.
A grosso modo, as partículas permanecem em coesão através de uma energia que se “dissipa” e, portanto, tendem à desordem com o passar do tempo. A essa desestruturação da ordem inicial, daremos o nome de declínio ou caos.
Porque provoca dor, insatisfação e necessidade de soluções, acaba por gerar a motivação necessária para o trabalho criativo. Este mecanismo é, portanto, uma mola propulsora de saltos evolutivos na humanidade.
Quando um determinado grau de progresso é alcançado, inicia-se um platô, um período de estabilidade em que se instala a harmonia. Caso essa situação de usufruto e satisfação perdure, instala-se a estagnação, o estado de inércia, que dá início ao decaimento das estruturas obsoletas, forçosamente seguido de novo movimento ascensional.
Os grandes impérios e comunidades, relacionamentos e crenças pessoais, as células e átomos, inclusive o ambiente interno estão sujeitos a esse mecanismo.
Como apresentado anteriormente, a resistência diante de uma situação desafiadora acaba por consumir a energia vital, que é o combustível necessário para a reconstrução.
A aceitação daquilo que se apresenta, sem lamentações ou divagações sobre o “como teria sido se...”, somada ao desapego com relação ao que atingiu o esgotamento,
são atitudes construtivas diante da adversidade que apontam ao inevitável movimento de expansão e crescimento.
Reflexão:
Assim como os Arcanos 12, 13 e 15, O Enforcado, A Morte e O Diabo respectivamente, a imagem da Torre causa desconforto. Esses símbolos acionam a herança do medo e das impressões de dor acumuladas na psique através das gerações. O ajuste desse conteúdo envolve o reconhecimento das experiências vividas pelos ancestrais e seu consentimento para realizar algo inédito. Ao honrar os dramas vivenciados pelas gerações pregressas, oferecemos cura e inclusão a essas consciências.
A abordagem utilizada nesta interpretação tem como objetivo atenuar a reação negativa diante das lâminas que foram traduzidos como mau presságio e lhes oferecer um significado mais profundo.
O livre arbítrio não teria validade caso houvesse alguma circunstância totalmente fora de nosso controle. As ditas forças “incontroláveis” da natureza agem de acordo com a Lei de Causa e Efeito, do contrário, a Lei Divina seria falha.
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A Estrela foi um símbolo de referência dos mais importantes para a humanidade. Os astros foram utilizados como instrumento de navegação para os viajantes, e de estudo para os sábios da antiguidade.
Quando o sol se põe, é possível ver que existe algo além de nosso mundo. Sem a escuridão da noite, a visão ficaria limitada ao horizonte que nos cerca e às projeções do mundo manifesto.
Assim como em períodos obscuros buscamos a luz no fim do túnel, a Estrela irradia seu brilho como sinal de esperança que vem de algum local desconhecido do espaço.
A árvore é citada como a “acácia”, símbolo de sacralidade na antiguidade, e tem acima o pássaro, com sua ação polinizadora.
Como toda promessa de renascimento, essa lâmina traduz jovialidade, uma potencialidade a ser desenvolvida, dons que podem ser revelados e lapidados.
Este é o primeiro de três elementos que não pertencem a situações comuns à esfera terrestre. O Tarô inteiro se refere ao universo multidimensional, mas nestas lâminas, prevalece o plano de existência mais sutil e não linear, das profundezas do mundo psíquico, o reino do inconsciente, dos fenômenos metafísicos e espirituais.
Assim como os estados da matéria: sólido, liquido e gasoso, este é um convite à sublimação da existência presente, possível aos que alcançam o crescimento espiritual e executam a tarefa no plano físico. Embora a figura se refira às estrelas, ela aponta para o aspecto feminino do ser, junto da água e da terra, manipulando as Taças Lunar e Solar, como o Anjo da Temperança no Arcano 14. Há algo fora deste mundo que inspira uma ação concreta.
As descobertas da física, as viagens espaciais e revelações acerca do hiperespaço ampliaram a visão de mundo, incitando a imaginação para algo ainda sem referências ao ser humano comum. Quando não há registro em nosso arquivo pessoal, é difícil conceber uma outra forma de existir.
Os estados alterados de consciência nos permitem experimentar a vida sem o peso de um corpo denso, com a velocidade incrível de se locomover rapidamente, através do tempo e do espaço, e trazem especulações sobre outros planos de existência. Como nos sonhos, onde mudamos rapidamente de uma situação para outra, e o tempo parece se dilatar, além da riqueza de detalhes e sensações, que são tão reais quanto no estado desperto.
Em vigília, nosso cérebro funciona na frequência das ondas mentais beta, em relaxamento e durante o sono, ondas do tipo alpha e theta. Na inconsciência, atuam as ondas delta e ainda existe uma onda mental pouco explorada, denominada gama. A meditação e a hipnose são alguns dos meios de indução a esses estados, e podem deflagrar processos de cura e insights.
O grande espaço, tanto no micro como no macrocosmo, ainda não explorado simboliza uma esperança. O despertar para uma nova fase de existência mais livre, que transpõe as limitações do atual paradigma.
Reflexão:
Diante de uma situação desafiadora, a mente trabalha intensamente em busca de soluções. Quando a resposta não aparece, é comum que se instale uma sensação de impotência, uma desesperança. A racionalização é útil e necessária, mas quando esgotados os recursos, é hora de soltar.
A entrega é o abandono da resistência e a aceitação daquilo que é. Como as estrelas na noite, há o vislumbre da luz e a certeza de que existe algo além.
Através da atitude contemplativa, permitimos que a inteligência do universo opere através da grande rede que nos conecta a tudo e a todos.
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Sob a luz do luar, não é possível enxergar com clareza, e este é o desafio desta lâmina. Por outro lado, essa luminosidade revela aspectos que estavam mergulhados na escuridão, especialmente nas noites de lua cheia. O conteúdo oculto, seja da mente, de pessoas ou histórias, emerge para ser solucionado. Também está implícita a atmosfera de magia e mistério, a força da intuição, o predomínio do feminino e a esfera dos sentimentos e emoções.
As emanações da lua promovem efeitos sobre a natureza, percebidos desde os primórdios, o que deu origem a várias lendas e mitos. As mudanças de fase lunar interferem nas marés, pesca, agricultura, ciclo reprodutivo, flutuações de humor e entre muitos outros fenômenos, a maior incidência de partos.
Os ciclos lunares, bem como as estações do ano, sinalizam qualidades de energia que o ser humano deve observar para tomar a ação adequada. É importante que haja uma coerência com cada fase, que se inicia com a lua nova e se encerra com a minguante. Assim, temos a semeadura, o crescimento, a colheita e a depuração. A lua nova convida a intencionar algo, que deve ser nutrido durante a lua crescente. Na lua cheia, que representa o transbordo das experiências, é hora de observar os resultados, para corrigir e eliminar aquilo que se mostrou improdutivo e ineficiente.
A Lua é considerada um planeta cármico, pois tudo o que entra e sai da Terra passa inevitavelmente pela órbita lunar. Também por essa característica, se relaciona ao passado.
Temos nessa carta, um ser com aparência de lagosta, que parece aguardar o momento de sair e enfrentar a presença ameaçadora dos lobos na escuridão.
Este ser se encontra imerso num lago, que pode representar as águas da emoção, do útero ou a esfera do inconsciente.
O lagostim apresenta uma carapaça de proteção, que também sugere uma atitude de introversão, além de pertencer a uma espécie não dotada de racionalidade. Um sinal de nossas próprias estruturas primitivas, que foi comentado anteriormente: o cérebro reptiliano. região do mesencéfalo que aciona as reações instintivas.
Como se sabe, essa reatividade se origina no inconsciente, que é tal qual um desconhecido existindo em cada um de nós. E aquilo que não é conhecido pode gerar ao mesmo tempo a curiosidade e o medo.
Os uivos nos remetem às criaturas da noite, presenças ameaçadoras e feitiços sob a luz do luar, elementos presentes nos contos infantis que povoam a imaginação das crianças.
O período da noite, onde o sono é uma interrupção da vida ativa e produtiva, pode ser associado a um desligamento semelhante à morte física. Ao fecharmos os olhos, nos damos conta da total ausência de luz do ambiente interno, e mergulhamos em nossos segredos e tudo mais que ocultamos do mundo exterior. Os sonhos revelam alguns conteúdos do inconsciente, com experiências vívidas e elucidativas, constituindo um rico material para o trabalho interior
O processo de iluminação avança a cada confronto com as sombras, na diminuição contínua e constante do desconhecido em nós mesmos.
A lâmina indica o momento de atuar com determinação, coragem, firmeza e clareza de propósito. A mente atuando através de sua capacidade criativa e intuição, gerando soluções, com a convicção de que em breve o sol surgirá.
O uso da alquimia evita um confronto com os lobos, que podem ser ludibriados pela modificação do campo energético. É possível criar uma “capa de invisibilidade”, uma blindagem de luz que não pode ser percebida pelos habitantes das sombras, devido à diferença de frequência vibracional. E assim, a luz sempre vence a escuridão.
Sugestão:
Escolha uma questão relativa ao seu crescimento para ser trabalhada em alinhamento com a Lua. No início da Lua Nova, intencione, faça um planejamento e dê o primeiro passo. Durante a Lua Crescente, coloque sua energia e foco no cumprimento do plano. Observe os resultados com a chegada Lua Cheia. Os efeitos não benéficos constatados devem ser eliminados juntamente com a fase Minguante.
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O Sol, fonte imanente da vida no orbe terrestre, essencial ao grande ecossistema do qual somos parte integrante e dos processos de renascimento, é o astro dessa lâmina.
Esse astro central do nosso sistema é também o corpo físico que transmite as emanações de sua “alma”, denominada de o “Grande Sol Central”.
Além de proporcionar clareza, brilho e calor, atua como o fogo transmutador e purificador, o “calcinatio” do processo alquímico.
Duas crianças se conectam, com uma nudez que expressa ingenuidade e liberdade. Essa imagem transmite o compromisso com a verdade às claras, a transparência de quem não tem nada a esconder.
As vivências e lições se consolidam em cada tijolo do muro, que também transmite segurança, acentuando a mensagem de confiança desse momento, inclusive com relação à possibilidade novas parcerias.
E tudo que é novo carrega a inocência, uma qualidade pueril que permite enxergar a beleza do que é puro, natural e simples. Uma influência passional, que dá impulso às novas iniciativas.
Cada dia que o sol anuncia, traz a oportunidade de algo inédito, uma nova história, e não somente a continuação da noite anterior.
Este arcano personifica a vitória da luz sobre a escuridão, que no plano pessoal, corresponde a uma elevação espiritual e harmonia entre consciente e inconsciente, a realização da integração do ser.
Todos somos emissores de fótons e à medida que nosso “corpo de luz” é capaz de ancorar mais energia luminosa disponível no ambiente, a sutilização de nossa estrutura densa é afetada. A demanda de luz solar também aumenta gradativamente de acordo com essa capacidade, numa retroalimentação positiva. O termo “calibragem” se refere a esse período de adaptação, que vem sendo bastante utilizado em artigos que tratam da evolução planetária e expansão da consciência. O corpo de luz é proporcional à capacidade de percepção do espírito: a iluminação.
A irradiação do sol e a energia cósmica são responsáveis pela energia vital, o “prana” dos hindus, ou “ki” dos chineses, entre outras denominações. O psiquiatra e cientista Wilhelm Reich o descreveu como orgone. Os raios solares carregam as moléculas presentes na atmosfera como glóbulos de vitalidade, que vão se esgotando durante a noite. De acordo com estudos, períodos de menor incidência de luz solar afetam a saúde e o humor.
O Yoga deixou como legado a importância da respiração, como fonte primordial de energia, e que foi amplamente adotado por vários ramos da cultura ocidental.
Os chacras também estão relacionados a esse sistema, são portais de entrada e saída de energia e sua configuração é semelhante a um pequeno sol. A estrutura central é basicamente a mesma em todos os seres, o que os diferencia é a luminescência, de acordo com o grau de evolução espiritual. As auréolas em homens santos são irradiações do chacra coronário. O nosso sol interior é a centelha divina, a consciência que emana da Fonte Criadora.
A energia absorvida é conduzida por canais sutis e também processada através de reações eletroquímicas, resultando em impulsos nervosos e secreção de mediadores químicos, especialmente na região da glândula pineal e hipotálamo.
O próprio termo utilizado para a ascensão espiritual se refere à luz: a iluminação
Exercício:
A fotografia Kirlian registra o campo de energia e nos possibilita enxergar as emanações da atividade iônica dos seres.
Barbara Ann Brennan, ex-física da NASA e autora do livro Mãos de Luz, propõe um exercício simples para contatar o campo de energia universal.
Experimente olhar fixamente para o céu num dia bem ensolarado. Após alguns instantes você vai visualizar pontinhos brilhantes se movimentando rapidamente. Dirija o foco para uma árvore e observe o que acontece ao redor dela. Provavelmente você irá observar um campo sutil e luminoso ao redor dela.
Com a prática, você pode desenvolver essa habilidade para visualizar o campo ao redor de sua mão, dos animais, plantas e até mesmo a aura das pessoas.
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O vigésimo arcano é também chamado de “O Juízo Final”, uma versão da cena apresentada pelas escrituras cristãs. Como já foi referido anteriormente, a metáfora do Apocalipse gera uma perturbação que deve ser atenuada visando a compreensão mais ampla do significado dessa passagem bíblica.
A figura do “Grande Juiz” ainda é concebida com a aparência antropomórfica masculina, e geralmente relacionada à primeira referência da autoridade em nossas vidas, o pai.
Para muitos, a relação com “Deus” ainda está condicionada ao mecanismo de recompensa e castigo, nos moldes do sistema educacional antigo. A punição ameniza a culpa, que se origina no medo, e também aponta para a ancestralidade remota.
As concepções do mundo espiritual estão sujeitas a mudanças, de acordo com a evolução e fatores culturais, entretanto há uma única Fonte Criadora, o que nos torna semelhantes.
As três figuras simbolizam a diversidade de gêneros e condição, nivelando inclusive as consciências que já deixaram a forma, como consta na passagem bíblica, em que “os mortos se levantarão”.
A exemplo dos conflitos religiosos, cuja raiz é a busca por poder, o Julgamento pede uma reflexão profunda e genuína acerca das Leis Universais. A segregação não é congruente com a Lei de Amor Incondicional, ou seja, amar não exige condições.
A atitude amorosa começa na aceitação da condição humana, em si e no próximo, todos em fase de aprimoramento,
No esgotamento do aprendizado através das vidas sucessivas, ocorre a “ressurreição” ou “arrebatamento”, com a conquista do “samadhi” ou plenitude. O iluminado adquire a consciência de ser um espírito imortal experimentando uma existência na Terra. Ele sabe que é a própria Centelha Divina e se rende à vontade desse Eu Maior.
O anjo tocando a trombeta representa o toque de despertar para um renascimento, que é a própria “Jornada do Herói”, ou a “Viagem do Louco pelo Tarô”. O chamado é um momento de decisão para todos.
O acerto de contas é dinâmico; causa, lei e efeito atuando a todo tempo. E assim como é realizado um balanço final periódico, o Juízo Final indica a chance de pôr um fim às causas que geram débitos: o compromisso de não gerar mais carma “negativo”.
Em todas as situações, há um fator pregresso que cria afinidade entre as pessoas, oferecendo a oportunidade para o ajuste de contas. Pensamentos e atitudes são causas que geram efeitos. Toda vibração é registrada no universo, e não lugar para a aleatoriedade. O ato de doar gera um crédito no universo, bem como o de receber corresponde a um débito.
O próprio nome da lâmina adverte: o ser que faz um julgamento emite uma limitação, e desse modo impede a ocorrência de possibilidades além daquilo que conhece como verdade. A mente comum processa a partir das referências do passado, portanto ignora o desconhecido, as infinitas possibilidades que estão por vir.
Reflexão:
Estou preparado para abandonar os aprisionamentos e limitações do meu próprio sistema de crenças? Que traço de caráter ou setor da vida deve ser trabalhado como a prioridade nesse momento? Qual será o próximo passo a caminho da evolução? E se não for agora, quando será?
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Esta é a carta da vitória, do ponto alto de toda a jornada em que são colhidos os louros em forma de coroa, o símbolo de triunfo na antiguidade.
A coroa, assim como a aliança, é o selo da comunhão com o divino, o círculo da perfeição e do infinito. Seu formato de abóboda ou cúspide, representa o céu, como a porta de acesso ao astral, sobre a cabeça. O termo crânio, que se encontra no ápice do eixo central, origina-se da raiz “KRN”, do deus Kronos, que alude às altas esferas espirituais. Na Índia, é o chacra da coroa, como ponto culminante da coluna e do processo de iluminação.
Outra leitura para essa guirlanda é o mandala, a representação de um espaço sagrado que simboliza um local de convergência das forças do universo: a alma da forma material.
O ser realizado que se aperfeiçoou a ponto de penetrar e se fundir ao Todo, é apresentado como uma figura andrógina, que integrou os dois sexos.
“Assim no céu como na terra”, “o que está em cima é como o que está embaixo”, indicam esse relacionamento entre o micro e o macrocosmo. A visão holográfica é outro conceito que se aplica a essa noção de totalidade, da parte que contém o Todo e do Todo onde a parte está contida.
Mais uma vez, o número quatro é formado pelo cruzar das pernas aparece, simbolizando o domínio sobre o mundo manifesto.
Em cada canto da imagem, temos figuras da mitologia e novamente a presença do quaternário: os elementos, os cantos e direções dos ventos da Terra, os evangelhos de Mateus, João, Marcos e Lucas. As quatro forças da concretização: mental, astral, física e divina, respectivamente, águia, leão, touro e anjo. Esses elementos se encontram reunidos e equilibrados, assim como se unificam os compartimentos internos do ser, na realização do homem integral.
O anjo corresponde à transcendência da matéria, a própria consciência superior ou a alma; a águia, com sua visão ampliada, a liberdade de alcançar o alto e obter maior percepção e conhecimento, função da mente; o touro, com sua estabilidade, força de realização e atuação física; e o leão como a vontade e o poder das emoções. Estes animais remetem ao enigma da esfinge, em que a face humana representa a realização do divino em potencial.
Vale também citar um aspecto numerológico: o 21 como produto da multiplicação do 3, que representa a trindade, e do 7, o número da perfeição e do absoluto.
O Mundo sintetiza a sabedoria iniciática, que aplicada e compreendida, culmina na Grande Harmonia e finaliza mais um degrau na escala evolutiva, ou o retorno ao Criador. O ser como a grande alquimista, que desenvolveu o dom de transformar o elemento bruto em ouro.
Reflexão:
O êxtase espiritual pode ser experimentado na nossa existência “profana” em momentos de profunda e intensa emoção. Você se recorda de alguma situação em que sentiu uma alegria imensa, em que a realidade ao redor se dissolveu? Ou teve um desejo de parar o tempo naquele exato momento? Esses são lampejos, momentos instantâneos da integração, também conhecidos como “nirvana”, os estados transitórios de plenitude.
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No baralho, temos uma adaptação desta lâmina, que é o curinga. Isso indica que este arcano pode aparecer em qualquer lance do jogo. No Tarô, o Louco pode assumir o final ou o começo da história, sem prejuízo. É a lâmina sem numeração.
A aparência de Bobo da Corte reúne várias características, que refletem também a flexibilidade inerente a este arcano. Assim como a sorte, que pode ser boa ou má, é um elemento indeterminado, com o potencial de levar à realização plena ou iniciar novamente toda a jornada.
De acordo com a ciência, em sistemas dinâmicos complexos, há uma instabilidade em certos resultados, que num sistema fechado seriam previsíveis, ou seja, há funções da física que não podem ser aplicadas a determinadas situações. Aplicando o conceito no âmbito filosófico, os padrões apontam para tendências, e não para certezas.
“...a realidade tem uma irregularidade regular… uma imprevisibilidade previsível… e, uma desordem ordenada (Ilya Prigogine).”
Como foi colocado no Arcano 16, A Torre, há um processo de desconstrução que aparenta desordem, mas é uma fase necessária para a reorganização.
Essa colocação posiciona a lâmina como o “ponto zero”, o campo universal de infinitas possibilidades, o qual pode conduzir “O Louco” à vitória do Mundo ou ao início da jornada.
O Louco representa desprendimento, liberdade, irreverência e uma enorme criatividade. Estão presentes também a curiosidade, genialidade e o dinamismo, representadas na figura de um viajante. Esse explorador carrega apenas uma sacola, onde guarda a bagagem das experiências e habilidades. Ali se encontra tudo o que é necessário para a alquimia, porém neste momento ainda não tomou uma decisão.
Com ar descompromissado e distraído, este arcano traz a advertência com relação a tudo que consome tempo e energia vital desnecessária, o mudo de ilusão e superficialidades. É comum atribuir ao Louco um caráter de displicência e irresponsabilidade, a atitude típica da idade avançada ou infantil, que os isenta de culpa.
O animal que o acompanha, como símbolo dos arrependimentos e desilusões, também sinaliza algo. Pode estar indicando cautela e, ao apontar para a perna esquerda, indica uma ação do inconsciente. Consequentemente, a importância de explorar os conteúdos psíquicos, tanto as questões pendentes como também dar vazão aos impulsos criativos. Ainda pode representar os desafios, se a interpretação dada for a de uma mordida na perna.
Nas atuações, o Bobo da Corte utilizava o riso para interpretar situações e personagens reais, no formato da tragicomédia. Ainda hoje a fórmula é válida, pois quando o drama vira comédia, significa que a questão foi resolvida.
De outra perspectiva, o riso artificial e construído representa uma máscara, um pedido de internalizar essa atuação e vivenciar também fora do palco a alegria genuína. E como ainda é verdadeiro esse padrão de comportamento, em que prevalece o verniz social e preconceitos, o julgar pela aparência.
Estar no mundo e não ser do mundo é um lugar comum que se encaixa também na personagem, pois embora o Bobo conviva com a realeza, não pertence a essa realidade e está confortável com o fato. Ao contrário, sua vestimenta traduz o seu perfil não convencional, rebelde e inusitado.
A colocação vem sendo bastante utilizada como uma atitude para os tempos atuais, com relação ao sistema vigente. Existe uma maneira equilibrada e sensata de desempenhar o papel na sociedade e no mundo, sem aderir ao padrão estabelecido como normalidade. A ousadia, leveza e liberdade do Louco pode encontrar uma expressão original, quebrando padrões e explorando novas formas de ser.
Reflexão:
O quanto as distrações do mundo ocupam seu tempo?
Você gostaria de reservar um pouco desse período para abstração, realizando algo criativo?
Ou se permitir, às vezes, uma atitude inusitada e fora dos padrões?
3 | VISÃO CONSCIENTE

1 | CONSULENTE



2 | OPORTUNIDADE
5 | VISÃO PESSOAL
6 | VISÃO DO OUTRO


4 | VISÃO INCONSCIENTE

10 | FUTURO

9 | DESAFIO SUPERADO

8 | SÍNTESE DA TIRAGEM

< 7 | ELUCIDAÇÃO DO 4º ARCANO
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